sábado, 20 de dezembro de 2014

A chance de a música clássica perder espaço é quase zero

Por Juarez Fonseca / ZH

Juarez Fonseca: "A chance de a música clássica perder espaço é quase zero" Divulgação/Divulgação
A Orquestra de Câmara da Ulbra está entre os grupos que apresentam espetáculos que incluem música popular Foto: Divulgação / Divulgação


O Concerto para Piano nº 2 de Chopin foi o escolhido por Nelson Freire para seu reencontro com a Ospa, terça-feira (16) passada. Quando o estreou, em 1830, o compositor polonês tinha 20 anos e ainda não havia concluído sua educação formal. É um dos concertos prediletos de Freire, que recentemente o gravou com a Gürzenich Orchestra de Colônia para a Deutsche Grammophon, gravadora mais antiga do mundo (criada em 1898), dona do maior catálogo internacional de música erudita. Já Nelson Freire tinha cinco anos quando fez seu primeiro recital de piano, em 1949, tocando Mozart. Por que anoto essas coisas? Porque quando se fala em música erudita se fala em tempo. E ainda há pessoas temerosas de que os "novos tempos" possam acabar com ela.

Dias atrás, Aury Hilário, médico e conhecido apreciador de música erudita, que edita o blog e informativo semanal Agenda Lírica de Porto Alegre (já são mais de 500 edições), se manifestou contra a frequência dos espetáculos de orquestras tocando música popular com ambientação sinfônica e o pouco espaço que a mídia, "inclusive a FM Cultura", dedica ao erudito. "Somos apenas 6% da população e temos a obrigação de lutar pelo que nos resta", escreveu. "Temos que reclamar quando assistimos à atual aproximação de nossas orquestras aos mais diversos gêneros da música popular. A razão apresentada é a tentativa de captar novos públicos. Mas temos todo o direito de duvidar da eficácia dessa estratégia".
O manifesto de Aury recebeu muitas adesões. Ele não citou nomes, mas acho que se referia, principalmente, aos já tradicionais projetos com música popular da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro e, em especial, da Orquestra de Câmara da Ulbra, que tem seus maiores públicos nos Concertos Dana, dedicados à MPB, à música regionalista gaúcha e ao... rock – no que reside, me parece, o maior "desgosto". Na verdade, esses espetáculos são episódicos, em média menos de uma vez por mês, quando regularmente as duas orquestras se apresentam com repertório e solistas eruditos. Que eu lembre, a Ospa e a Orquestra Unisinos Anchieta há muito não têm realizado apresentações com artistas populares.

Menciono apenas essas quatro orquestras de atividade regularíssima em Porto Alegre. Junto a elas, tenho que a cidade vive um momento de singular movimentação no que o compositor Armando Albuquerque, evitando rótulos, preferia chamar de "a música aquela". Há projetos e espaços novos como a Casa da Música, o Instituto Ling, a Pinacoteca Rubem Berta, a Sala Gerdau no Multipalco do TSP etc. O Auditorium Tasso Corrêa, do Instituto de Artes da UFRGS, está sempre em atividade – ainda mais nesta época, com apresentações quase diárias de final de curso revelando gente nova. Também o StudioClio é porto seguro para a música de concerto.

Dito isso, respeito mas não entendo a preocupação de Aury e de parte da "comunidade erudita" da Capital. Acho que poderiam ser menos corporativistas – em alguns casos até preconceituosos – e deixarem os maestrosAntônio Borges-Cunha e Tiago Flores trabalharem em paz. Quanto à preocupação com a "perda de espaço", posso lembrar, por exemplo, que Vivaldivem sendo tocado há mais de 300 anos. Bach, quase o mesmo. Mozart eBeethoven, ali perto. E o Chopin de Nelson Freire, desde 1830. Todos (e centenas de outros) gravados sem parar pela Deutsche Grammophon. A chance de a música erudita perder espaço para o rock, em Porto Alegre, é praticamente zero. Então, keep calm...

ANTENA

Ernesto Nazareth Ouro Sobre Azul
André Mehmari


Impressiona a produtividade de André Mehmari, lançando de dois a três álbuns por ano. E sempre trabalhos de alta qualidade, como este, criado em 2013 para homenagear os 150 anos de nascimento do genial "pianeiro", mas só agora saindo em disco. Ele diz que desde o útero ouvia sua mãe tocando Nazareth no piano de casa e que a importância do compositor carioca para a música brasileira equivale à de Villa-Lobos. Eu arrisco dizer que aqui está um Nazareth como nunca foi ouvido até hoje – em citações surpreendentes, Mehmari amplia seus horizontes, levando-o a passear com Stravinsky, Chopin, Luiz Gonzaga, Guinga... É um músico arrebatador. O repertório alinha valsas e tangos brasileiros como Famoso, Turbilhão de Beijos, Reboliço, Furinga, Pássaros em Festa, Odeon, todas em piano solo. Em outras três, tem a companhia de Neymar Dias no contrabaixo e Sérgio Reze na bateria. Estúdio Monteverdi/Tratore, R$ 25

Miniaturas Brasileiras
Raïff Dantas Barreto


É de Mehmari o empolgado texto que apresenta o novo disco do violoncelista paraibano radicado em São Paulo e tido como um dos principais nomes de seu instrumento na música erudita brasileira – entre outras atividades, Raïff é o primeiro violoncelo da Sinfônica Municipal de São Paulo. Ele selecionou peças de autores vivos e foi para o estúdio apenas com seus dois instrumentos, interpretando arranjos para violoncelo solo e para ensembles de violoncelo, ou seja: fez tudo sozinho. O resultado justifica a vibração de Mehmari. Os compositores são Edmundo Villani-Côrtes, Gustavo Tavares, Leandro Braga, Djalma Marques e o espanhol Gabriel Fiol. Duas faixas têm outros instrumentos: a suíte Na Sombra da Asa Branca, de Toninho Ferragutti, com seu acordeão, e o Prelúdio n° 3, de Villa-Lobos (único não contemporâneo), com Diogo Carvalho no violão e Luiz Guello na percussão. Aureus Records, R$ 25

16 Valsas para Fagote Solo
Fábio Cury


Reconhecido internacionalmente, o fagotista Fábio Cury atinge um dos pontos mais altos de sua carreira com esta gravação das valsas para fagote solo escritas em 1979 por Francisco Mignone (1897 – 1986). Tradicionalmente um instrumento de orquestra, é incomum ouvir-se o fagote atuando como solista, e Cury tem trabalhado cada vez mais nessa direção. Mesmo considerando a beleza das composições, o disco causa um estranhamento que só se dissipa após algumas audições, traduzindo a felicidade de Mignone em criá-las e o acerto de Cury em traduzi-las. Os títulos falam por si. Dois deles: Apanhei-te meu Fagotinho e Aquela Modinha que o Villa Não Escreveu. O encarte do CD tem textos sobre Mignone e comentários de todas as valsas, assim como sobre Cury, multifacetado músico paulista que estuda seu instrumento desde os 11 anos, se formou na Alemanha e é professor na USP. Selo Sesc SP, R$ 20

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Arte urbana - Criador dos adesivos de índio que estão nas ruas de Porto Alegre abre exposição

"Xadalu – Arqueologia do Presente" é a primeira mostra de Dione Martins em um espaço público, o Museu dos Direitos Humanos
Por Luiza Piffero / ZH
Criador dos adesivos de índio que estão nas ruas de Porto Alegre abre exposição nesta sexta Bruno Alencastro/Agencia RBS
Dione Martins, o Xadalu, tem trabalhado sem interrupção no seu ateliê Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Você já deve ter cruzado com o índio Xadalu. Em cartazes colados em tapumes ou adesivos atrás de placas de trânsito, o personagem passou de figura enigmática a rosto conhecido dos porto-alegrenses. A partir desta sexta-feira, também poderá ser visto entre quatro paredes. A convite do Museu dos Direitos Humanos do Mercosul, seu criador, Dione Martins, inaugura a exposiçãoXadalu – Arqueologia do Presente.

Martins, que adotou Xadalu como pseudônimo, criou o índio há cerca de 10 anos. Depois de trabalhar como gari e pedreiro, estudou serigrafia e criou uma marca pessoal para espalhar pelas ruas. E faz questão de lembrar que o personagem não é apenas um rosto bonitinho:

– Os adesivos viraram um protesto contra a destruição da cultura indígena. Comecei a colocá-los nas ruas, como uma espécie de repovoamento.

Nos últimos anos, Xadalu enviou adesivos do índio por correio para artistas em mais de 60 países. Sua figura está colada até na Muralha da China. E o criador perdeu o controle sobre a criatura:

– Distribuo os adesivos, e as pessoas colam onde querem. O Xadalu já é quase domínio público – diz.

Xadalu dá passos cada vez maiores para dentro do circuito de arte. Tem no currículo uma mostra individual, três trabalhos no acervo do MAC-RS e um no Margs. Reitera, no entanto, a vontade de seguir com os mesmos materiais que usa na rua, desde o stencil até a tinta e a cola dos cartazes.

A mostra que abrirá amanhã é sua estreia em uma instituição pública. Com cerca de 35 trabalhos em técnicas e tamanhos diversos, será dividida: de um lado, índios grandes e coloridos apelam às crianças enquanto levantam bandeiras (uma máscara serve de protesto contra a poluição, uma roupa de esquimó lembra o aquecimento global e assim por diante); do outro, desenhos e gravuras enfocam questões políticas, históricas e contemporâneas.

Xadalu – Arqueologia do Presente
Abertura sexta-feira (19/12), às 19h.
Visitação de terça a sexta, das 10h às 19h, e sábado, das 12h às 17h. Até 31 de janeiro. Gratuito.
Museu dos Direitos Humanos do Mercosul (Sete de Setembro, 1.020, 2º andar), fone (51) 3227-0882.
A exposição: apresenta trabalhos em técnicas diversas do artista Xadalu, criador da figura do índio nas ruas da Capital.

Fique sabendo: A produtora Zeppelin Filmes está com dois documentários que envolvem Xadalu e devem ficar prontos em 2015: Sticker Connection, sobre arte em adesivo (sticker art), e Xadalu, que narra a vida do artista.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Passeio na serra - Daer regulamenta linha turística na serra gaúcha

Os veículos, que passam por 32 pontos turísticos entre Gramado e Canela, operam de forma experimental há um ano

Por ZH


Daer regulamenta linha turística na serra gaúcha  Divulgação/Divulgação
Os ônibus de turismo permitem os passageiros subir e descer nos pontos turísticos Foto: Divulgação / Divulgação

Mais um passo para aprimorar o turismo na serra gaúcha foi dado esta semana. O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) aprovou através do Conselho de Tráfego da autarquia, a resolução que regulamenta o primeiro transporte coletivo turístico da serra gaúcha.

Em operação de forma experimental desde novembro de 2013, BusTour — que realiza passeios por Gramado e Canela — agora recebeu o aval para continuar operando nas duas rotas que passam por 32 pontos turísticos da região.

A aprovação desta resolução também abre a possibilidade para outras empresas oferecerem o serviço. Se interessadas, devem apresentar os projetos para análise junto à Secretaria de Turismo (Setur) e, caso aprovados, serão registrados e fiscalizados pelo departamento.

Conforme o diretor de Transportes Rodoviários do Daer, o engenheiro Paulo Ricardo Campos Velho, algumas empresas já manifestaram interesse em implementar o sistema em diferentes regiões do Estado:

— Os ônibus de turismo que permitem os passageiros subir e descer nos pontos turísticos são inéditos nos Estado, e estão trazendo resultados satisfatórios. Com essa resolução, optamos por fazer um regramento que não interferisse no transporte público coletivo, e esperamos que se expanda para outras regiões do Rio Grande do Sul.
Atualmente, quatro veículos da rede BusTour circulam entre Gramado e Canela. Conforme a assessoria da empresa, a média de passageiros pagantes é de 3 mil por mês (baixa temporada) e 5 mil por mês (alta temporada).

Com o slogan "Vista de cima a Serra é mais bonita", os veículos que circulam pela serra gaúcha seguem os moldes de ônibus turísticos das principais cidades do mundo, como Londres, Barcelona e Nova York. Os ônibus realizam duas rotas distintas, passando pelos principais pontos turísticos da região e funcionam com o sistema hop on / hop off (com livre embarque e desembarque).

Desta forma, os turistas podem optar por descer nos pontos de interesse, e permanecer o tempo que quiserem em cada ponto, conforme os horários disponíveis. Entre as paradas mais populares, estão a Snowland, Lago Negro e Mini Mundo (Gramado). Alpen Park, Terra Mágica Florybal, Cascata do Caracol e Bondinhos Aéreos (Canela). Utilizando o transporte turístico, o passageiro ganha descontos de até 60% nas bilheterias dos atrativos.

Serviço
Horário de funcionamento: todos os dias, exceto terças-feiras, das 8h15min às 18h30min
Valor: R$ 49 para um dia, R$ 89 para dois dias e R$ 119 para três dias. Há descontos progressivos para dois ou três dias.
Os tickets para o BusTour podem ser adquiridos das seguintes formas:
- Na Brocker Turismo de Canela e de Gramado
- Pelos e-mails: vendas@bustour.com.br ou bustour@bustour.com.br
- Disque BusTour: (54) 3286-7777
- Nos ônibus BusTour e na recepção dos hotéis de Canela e Gramado.

O ônibus dispõe de sistema de áudio em três idiomas: português, inglês e espanhol.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Zen e bem - Yoga pode proteger contra doenças do coração, aponta estudo

Prática pode ser alternativa para aqueles que não podem ou preferem não realizar exercícios aeróbicos tradicionais
 

Por ZH



Foto: Body Green / reprodução

Praticar ioga pode ajudar no controle e na diminuição dos fatores de risco associados às doenças cardiovasculares. É o que concluiu uma pesquisa feita na Holanda e nos Estados Unidos.

Os cientistas realizaram um revisão de 37 estudos, que abrangeram 2.768 pessoas, e constataram que o yoga pode proporcionar os mesmos benefícis para a redução de fatores de riscos que atividades físicas tradicionais como andar de bicicleta ou fazer caminhadas mais aceleradas.

A prática de yoga tem sido apontada em vários estudos como eficaz para diminuir os riscos de ataques cardíacos e derrames. Segundo os pesquisadores, essa revisão pode fornecer uma estimativa mais realista dessa eficácia, quando comparada aos exercícios mais tradicionais.

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Em comparação com aqueles que não fazem exercício, a yoga foi associada a uma redução no índice de massa corporal (IMC) e na pressão arterial sistólica. Além disso, houve também redução do mau colesterol e aumento do bom. Entretanto, não foram encontradas melhorias em questões relacionadas a diabetes.

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Ainda não se sabe porque o yoga traz esses benefícios. Para os pesquisadores, eles podem estar relacionados ao impacto da prática na redução do estresse, que leva a efeitos positivos no organismo, por exemplo.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Está na mente Sentir-se mais jovem prolonga a vida, diz estudo

Pessoas que se sentem três ou quatro anos mais jovens registraram taxa de mortalidade menor
 

Por ZH

Foto: Carol Garbiano / freeimages

As pessoas que se sentem três ou quatro anos mais jovens do que são registram uma taxa de mortalidade menor que as que se veem mais velhas, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira.

Os pesquisadores analisaram os dados provenientes de um relatório sobre envelhecimento de 6.498 pessoas de uma média de 65,8 anos.

A maioria (69,6%) se sentia três ou quatro anos mais jovem do que era, enquanto 25,6% tinham o sentimento de ter sua idade real, e 4,8% tinham a impressão de ter ao menos um ano a mais.

Durante um período de 99 meses, a taxa de mortalidade foi de 14,3% entre os que se sentiam mais jovens, 18,5% entre os que sentiam que tinham a idade cronológica exata e 24,6% entre os participantes que se encaravam como mais velhos, relatou o estudo, publicado na revista médica americana JAMA Internal Medicine.

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A percepção que as pessoas têm de sua idade pode refletir seu estado de saúde, seus limites físicos e seu bem-estar, destacaram os cientistas.

*AFP/ZH

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Gibiteca Henfil

Localizada nas dependências do Centro Cultural São Paulo, a Gibiteca reúne um acervo de mais de 10 mil títulos, entre álbuns de quadrinhos, gibis, periódicos e livros sobre HQ. A criançada também pode participar de uma série de atividades promovidas no local, como oficinas, palestras, exposições, exibição de filmes e jogos. A maior instituição do gênero no país contabiliza 119.124 exemplares de publicações tanto de artistas internacionais – a exemplo de Katsuhiro Otomo (Akira), Robert Crumb (America, Blues), Art Spiegelman (Maus)- quanto de artistas nacionais. Coleções e coletâneas como Calvin e Haroldo (de Bill Watterson), Mafalda (de Quino) e Tintim (de Hergé) também estão marcam presença as prateleiras da seção, que fica na Biblioteca Sérgio Milet. A entrada é permitida até 30 minutos antes de seu fechamento.

Quando: Permanente
Horário: Terça a Sexta, das 10h às 20h / Sábado, Domingo e Feriados (exceto Carnaval e Páscoa), das 10h às 18h.
Preço: Gratuito
Classificação: Livre
Local: Biblioteca Sergio Milet – Centro Cultural São Paulo - Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso.
Informações: (11) 3397-4090 / http://www.centrocultural.sp.gov.br

domingo, 14 de dezembro de 2014

Homens preferem livros escritos por... homens

Sexo masculino representa 90% dos títulos mais lidos por eles; escritoras têm espaço menor na crítica literária
Redação TV Cultura
Livros
A maioria das pessoas no Reino Unido preferem ler livros de autores de seu próprio gênero e tendem a ler bem menos daqueles escritos pelo sexo oposto. De acordo com o estudo do site de leitura Goodreads, autores do sexo masculino representaram 90% dos 50 títulos mais lidos pelos homens neste ano.
As leitoras também preferem obras escritas por outras mulheres. Em média, quatro de cada cinco livros lidos por elas foram escritos por uma.
Feita com 40 mil pessoas, a pesquisa surgiu após estatísticas americanas recentes que mostraram que há um grande desequilíbrio no número de mulheres que tiveram suas obras criticadas por especialistas, ou que produziram resenhas sobre obras literárias.
Os pesquisadores também descobriram que homens e mulheres tendem a ler o mesmo número de livros, mas que elas preferem os lançamentos.
"Alguns homens disseram que autores homens escrevem mais o tipo de livros que eles gostam de ler. Notamos também que a maioria das pessoas não têm conhecimento da classificação por gênero do livro que está lendo. Certamente parece uma área inexplorada que pode ser explorada", disse Elizabeth Chandler Khuri, editora-chefe e cofundadora da Goodreads.